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[ radar do clã · edição nº 24 ]domingo, 1 de novembro de 2026

A OpenAI capta menos do que pediu, e a Apple diz que não vai lançar IA só por lançar

Uma semana depois de a bolsa cobrar o lucro da IA, a OpenAI baixou de US$ 30 bilhões para US$ 20 bilhões a meta da nova rodada, e o novo chefe da Apple disse que IA sem propósito não sai da fábrica. No meio do caminho, uma extensão falsa do Claude Code passou horas numa loja oficial, e uma pesquisa com 150 diretores de tecnologia mostrou que quase metade das empresas brasileiras ainda não tem nenhum básico de IA no lugar.

[ agora ]

Notícias urgentes

O que aconteceu agora e muda alguma coisa já.

mercadoTechCrunch · 31/10

OpenAI reduz de US$ 30 bilhões para US$ 20 bilhões a meta da nova rodada

Segundo o Financial Times, a OpenAI baixou a meta da nova rodada de investimento de US$ 30 bilhões para US$ 20 bilhões, e o primeiro fechamento deve ficar abaixo disso. O Wall Street Journal diz que a empresa captou US$ 11 bilhões até agora, com resposta morna de alguns grandes investidores. A rodada é liderada por investidores dos Emirados Árabes Unidos, e uma oferta para pessoas físicas ricas pode completar o valor.

Por que importaQuando até a empresa mais famosa da IA encontra investidor desconfiado, o recado chega a todo mundo que vende IA: o dinheiro agora pergunta pelo retorno antes de assinar. Vale para o fornecedor que bate na sua porta prometendo transformação.
produtoTechCrunch · 31/10

Novo chefe da Apple diz que a empresa não vai lançar IA só por lançar

John Ternus, CEO da Apple desde setembro, disse em entrevista à Wired que a empresa vai usar IA em novos produtos, mas que não quer lançar IA só por lançar. Para ele, o que importa é se as pessoas amam o que foi construído. Sobre agentes que substituiriam os aplicativos, respondeu que criar produto continua sendo algo profundamente humano.

Por que importaÉ a frase que muita empresa deveria colar na parede antes de pôr um chatbot no site. A pergunta certa não é onde dá para enfiar IA, é qual problema do cliente ela resolve melhor do que o que você já faz.
golpeThe Verge · 30/10

Extensão falsa do Claude Code pode ter sido instalada por 5 mil pessoas

O Cursor, ferramenta de programação com IA, informou que uma versão adulterada da extensão do Claude Code ficou na sua loja de extensões das 5h27 às 16h35 (horário de Nova York) da quinta-feira. Cerca de 5 mil pessoas podem tê-la instalado. O código malicioso coletava nome do computador, nome de usuário, sistema operacional, pasta pessoal e endereço IP público. A extensão foi removida e, segundo o Cursor, nenhuma outra foi alterada.

Por que importaLoja oficial não é garantia. Se a sua equipe instala extensões e plugins de IA por conta própria, alguém precisa saber o que foi instalado e de onde veio, antes que o problema apareça na conta.
[ segurança ]

Segurança

Riscos, regras e quem responde quando a IA age sozinha.

justicaTechCrunch · 31/10

Justiça deixa seguir processo contra a xAI por poluição em data center

Uma juíza federal americana negou o pedido da xAI para encerrar a ação da NAACP sobre o data center Colossus, perto de Memphis. A entidade acusa a empresa de operar pelo menos 35 turbinas de combustão sem as licenças ambientais exigidas. A xAI alegava que as turbinas eram móveis e por isso isentas, argumento que a juíza rejeitou.

Por que importaA conta da IA não é só financeira: tem energia, poluição e vizinho reclamando. Quando o custo ambiental chega ao tribunal, ele também chega, cedo ou tarde, ao preço que você paga pelo serviço.
regulacaoG1 · 30/10

ChatGPT vai limitar informação sobre armas para adolescentes e suspender contas

A OpenAI anunciou que o ChatGPT vai restringir informações práticas sobre armas e sistemas de segurança para menores de 18 anos, mesmo em perguntas que pareçam inofensivas. O assistente poderá encerrar conversas quando identificar fixação em violência e, se isso se repetir, suspender a conta por um tempo. Para todos os usuários, vai reduzir os detalhes sobre ataques em massa do passado. As mudanças começam nas próximas semanas.

Por que importaAs empresas de IA estão decidindo, sozinhas, onde fica o limite do que a máquina responde. Quem usa assistente em atendimento precisa definir esse limite também, e por escrito, antes que um cliente teste.
[ criatividade ]

Criatividade

Imagem, vídeo, publicidade e o lugar da mão humana na criação.

musicaThe Verge · 30/10

Spotify quer cobrar à parte para o assinante remixar música com IA

Segundo o Financial Times, o Spotify pretende lançar no primeiro trimestre de 2027 uma ferramenta que cria remixes e versões com IA das músicas que participarem do programa. O recurso deve ser um adicional pago para assinantes Premium, e a empresa estuda cobrar de US$ 4 a US$ 5 por mês a mais.

Por que importaA criação vira produto de prateleira: quem paga passa a mexer na obra dos outros, dentro de regras que a plataforma define. Para marcas e criadores, a pergunta é quem decide o que pode ser remixado e quem recebe por isso.
conteudoThe Verge · 29/10

Aplicativo de receitas do New York Times testa IA que adapta o prato

O NYT Cooking começou a testar um recurso de IA que sugere substituições de ingredientes e utensílios e ajusta a receita para qualquer número de porções. As versões personalizadas ficam privadas e não podem ser publicadas. Parte dos leitores reagiu mal nos comentários, e o jornal está liberando o recurso aos poucos enquanto acompanha o desempenho.

Por que importaUm conteúdo de autor, testado e assinado, passa a ser reescrito pela máquina a pedido do leitor. Quem vive de conteúdo vai ter de decidir o que pode virar sob medida e o que perde o valor se for mexido.
[ tendencias ]

Tendências

Para onde a IA está indo, além do lançamento da semana.

infraestruturaThe Verge · 30/10

Altman diz que é melhor a memória do mundo estar no data center do que no seu computador

Perguntado sobre a falta de memória RAM no mercado, Sam Altman, da OpenAI, disse no podcast Cheeky Pint que é péssimo, do ponto de vista global, ter memória parada em computadores pessoais que são usados cinco por cento do tempo. Para ele, num cenário de oferta apertada, o certo é concentrar o uso na nuvem. As compras da própria OpenAI ajudam a apertar essa oferta.

Por que importaA disputa por chip e memória já encarece computador e servidor. Quem planeja trocar máquinas ou rodar IA dentro de casa deve contar com preço mais alto e com fornecedores puxando tudo para a nuvem deles.
mercadoTechCrunch · 30/10

Quem denunciou a Theranos diz que o boom da IA é ótimo para enganar gente

Tyler Shultz, ex-funcionário que denunciou a fraude da Theranos, disse ao San Francisco Standard que o boom da IA é uma ótima oportunidade para enganar pessoas. Para ele, é muito difícil checar de verdade o que uma empresa de IA entrega, e o tempo de um café de meia hora terminar num cheque de US$ 100 mil deveria ter acabado. Ele pede que investidores separem inovação real de produto que só embrulha ferramentas existentes.

Por que importaVale para quem compra, não só para quem investe. Antes de contratar uma solução de IA, peça para ver funcionando no seu caso, com os seus dados, e desconfie de quem só mostra apresentação.
[ comportamento ]

Comportamento

Como as pessoas vivem, compram e se relacionam com a tecnologia.

criadoresG1 · 31/10

Aos 96 anos, ela paga o lar de idosos com o que ganha no TikTok

Lillian Droniak, americana de 96 anos, tem 15 milhões de seguidores no TikTok e cobre com parcerias publicitárias os US$ 12 mil por mês do lar de idosos onde vive. A reportagem da BBC, publicada pelo G1, mostra outras senhoras que ficaram famosas depois dos 80 falando de moda, comida e rotina, com público jovem.

Por que importaPersonalidade e verdade continuam vencendo produção cara. Quem ainda acha que rede social é coisa de jovem está deixando de lado um público que confia em quem fala sem filtro.
empresasTeletime · 30/10

Quase metade das empresas brasileiras zera em todos os critérios de uso de IA

O Raio X da IA no Brasil, das consultorias Cena Digital e Leega, ouviu 150 diretores de tecnologia em 14 estados e mediu sete critérios de maturidade no uso de IA. Em 45% das empresas, nenhum deles existe. Só 6% medem custo e retorno, e 15% têm trilha de aprendizado para os funcionários. Mesmo entre as que faturam mais de R$ 5 bilhões por ano, 25% zeram tudo.

Por que importaHá muita pressão para usar IA e pouca estratégia por trás. Antes de comprar mais ferramenta, a pergunta é simples: alguém na sua empresa mede quanto a IA custa e quanto ela devolve.

Esta é uma edição de arquivo do Radar. Nada é apagado: todas as notícias seguem com página própria.

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