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Será que estou pronta para levar a martelada?

Por Clau Boaventura2 min de leitura

Será que estou pronta para levar a martelada?

Texto do arquivo, publicado em 2021. Alguns dados, ferramentas e nomes podem ter mudado desde então.

Essa foi a pergunta que mais fiz nos últimos 10 anos. Lá em 2010 já assistia a grande Youtubers e ficava me questionando: quando faria meu canal? usaria minha voz?

A auto sabotagem aparecia: mas não tenho experiência o bastante! Mas fulano já está falando sobre isso! E se não gostarem? E deixei tudo isso sempre me silenciar, me sufocando como espectadora de todos e não como protagonista.

Nos últimos anos tanta coisa aconteceu. Saí de Floripa e fui morar em São Paulo, que loucura. Porém, por conta do momento que estamos vivendo, precisei voltar para casa, voltar para minha cidade natal, Blumenau, SC.

Me senti tão deslocada, como se estivesse dando passos para trás, como se eu fosse um fracasso. Para piorar, quebrei meu braço dias após chegar, tinha que pedir ajuda para tudo, foi humilhante. Aprendi a ser dependente, eu que sempre esbravejei minhas conquistas, não conseguia sequer ir ao banheiro sozinha.

Precisei que minha sobrinha Clara viesse me ajudar, pois não estava nem conseguindo digitar. Alguns dias depois, recebi o super convite para me candidatar a Diretoria de Comunicação da ABRADI Nacional.

Chorei, chorei de verdade, pois para mim foi como um carimbo de aprovação, de que eu sou boa no que faço. Mesmo não estando mais no polo de negócios do nosso país, mesmo sendo tão jovem e uma das poucas mulheres do nosso meio, eu consegui.

Isso me trouxe uma perspectiva tão diferente de tudo, e olha que nem coloquei a parte da história que assumi mais de meio milhão de dívidas quando comprei minha empresa, rs, eu finalmente enxerguei minhas qualidades e entendi o POTENCIAL que existe em todos os lugares e que a internet democratizou a nossa voz.

Tive vontade sim de me esconder, fazer meu trabalho e não aparecer. Felizmente tenho amigas, amigos, famílias e parceiros que sempre me colocaram para cima, que me deram a oportunidade de ajudar com seus negócios.

Hoje entendo que a minha responsabilidade é tão grande, pois se eu errar no meu trabalho, se eu não ajudar aquele empreendedor a crescer e manter seu negócio, talvez ele tenha demitir alguém. Isso impacta toda uma família, uma rotina, uma história, várias histórias.

E, se eu acertar, se eu fizer o meu melhor, se ensinar alguém sobre tecnologia, marketing ou empreendedorismo, posso ajudar um sonho se concretizar. E isso é mágico.

Então eu decidi aparecer, estou aqui. Sem medo e com a consciência tranquila que estou fazendo o meu melhor, sendo a minha melhor versão. Aos amigos, aos clientes e minha família: obrigada. Martelo, pode vir.

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